segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011

CEIA ECOLÓGICA
Evite os enlatados e alimentos com muita embalagem . Prefira os produtos avulso, que são mais frescos e mais baratos.
Não se esqueça de levar sua sacola quando for às compras, para evitar aquele monte de plástico que as lojas oferecem para guardar suas compras.
Se o produto industrializado é essencial para a ceia, não arrisque a saúde dos que participarem dela. Ao comprar, verifique o prazo de validade do produto. E só adquira, se estiver exposto num local adequado para a sua conservação.
Não use copos ou talheres descartáveis na sua festa. Também recuse toalhas e guardanapos descartáveis. Podem parecer práticos, mas poluem o meio ambiente. É o contrário de um presente para a mãe-natureza.
Dica final: papel toalha e guardanapos fazem parte daqueles papeis que, na fabricação, levaram cloro. O Cloro libera dioxinas na atmosfera, que é um gás cancerígeno. Recupere os hábitos que serviram a seus pais e avós. Use guardanapos e toalhas de pano. Além de tudo, são mais elegantes!
OS 3 R NO NATAL
Ao ganhar um presente, não rasgue o pacote. Abra cuidadosamente e separe a embalagem. Procure reutilizá-la. Por exemplo, um belo papel pode servir para encapar um livro. Uma caixa pode ser usada para guardar objetos.
Se não der para reutilizar a embalagem do presente que ganhou, faça a separação. Num monte, junte os papéis. Em outro, coloque os plásticos. Num terceiro, deixe o que for vidro e o que for metal. Depois, encaminhe estes materiais para quem recicla.
Mas o melhor mesmo, é evitar desperdício. Recuse embalagens que não sejam reutilizáveis, na hora de comprar um presente. E aproveite para, antes da festa, discutir e divulgar esta ideia com quem for participar. Afinal, não desperdiçar pode ser o maior presente de Natal para o meio ambiente.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011

EXCLUSIVO: Como a consciência ambiental pode proporcionar um Natal Ecológico
Mônica Pinto / AmbienteBrasil
O final do ano se aproxima e, com isso, muita gente já se dedica a esboçar as promessas típicas do período. A maior parte delas estaciona, porém, no terreno das boas intenções e, lá, entra em extinção. Mas não é difícil nem trabalhoso adotar alguns procedimentos, já neste Natal, capazes de disseminar uma consciência de preservação do meio ambiente, através da prática.
A Battisti preparou algumas sugestões neste sentido, com base no entendimento de que proteger a natureza é uma tarefa cotidiana, a ser abraçada por todos dentro de suas possibilidades.
No Natal
1) Planeje suas compras e procure fazê-las a pé, ou utilize nosso estacionamento no SAFE PARK da Morom. Para que amargar aquele estresse de procurar vaga? Dê preferência à caminhadas: você cuida da própria saúde e ajuda a diminuir a poluição do ar.
2) Planejar suas compras também faz bem ao bolso. Na última hora, tende-se a pagar mais e a escolher menos. O consumo racional é outra medida de proteção ao meio ambiente, na Battisti, temos muitas opções de preço e marcas para você escolher o presente.
3) Dispense aquele monte de plásticos e fitas e crie embalagens de presentes divertidas, com o uso de materiais reciclados. Aqui na Battisti nossas sacolas são recicláveis e bonitas!
4) Os ingredientes principais em uma ceia natalina são o amor e a harmonia, não o luxo. Prefira alimentos frescos, da estação, livres de agrotóxicos. O chester é um animal que nem existe na natureza. Classificam-no jocosamente na internet como a galinha que freqüenta academia e toma bomba (anabolizante). Se as finanças não derem para um peru, compre frango, melhor ainda se for daqueles criados soltos em quintal, comendo milho.
5) Rabanada tem a cara do Natal. Que tal fritá-las em óleos que não contenham organismos transgênicos?
6) Decore a mesa com arranjos de plantas vivas, em vasos onde você pode amarrar, por exemplo, laços dourados e vermelhos. Descubra a beleza da simplicidade.
7) Árvore de Natal viva também é muito mais bonita. Compre um pinheiro em vaso, não pegue galhos, e deixe-o lá o ano todo. Ou plante-o no jardim, tendo, nesse caso, o cuidado de escolher uma espécie cujas raízes não se espalhem muito. Ao contrário, prefira os sintéticos que duram vários natais.
8) Enfeite a árvore com bolas de PVC, mais duráveis que as de vidro.
9) Várias famílias e escolas já promovem seus amigos-secretos com presentes confeccionados à base de sucata. É muito divertido e serve como um bom exemplo às crianças.
10) Vai arrumar a casa para receber os amigos? Fazer aquela limpeza tão completa que só no Natal mesmo? Então lembre-se de não desperdiçar água. Lavar calçada, varanda e o carro com mangueira, nem pensar. Use o balde.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Ela surgiu para esconder as vergonhas, mas hoje em dia revela o íntimo de cada um. A roupa é o sinal instantâneo da auto-imagem que queremos exibir. E, na visão da grande dama da moda, ela pode ser uma arma poderosa e infalível:
“Vista-se mal, e notarão o vestido. Vista-se bem, e notarão a mulher.”
Mademoiselle Chanel revolucionou, não apenas porque libertou a mulher dos trajes desconfortáveis e rígidos do fim do século 19. Mas porque valorizou o senso crítico:
“O mais corajoso dos atos ainda é pensar com a própria cabeça”.
Se os tempos modernos desafiam nossas escolhas em nome da Sustentabilidade, invocar a genialidade de Coco Chanel pode ser norteador. Foi o que eu fiz quando recebi um presente, que chegou cheio de recomendações:
- Tenha muito cuidado, guarde-o em lugar fresco e escuro, e, se sujar, leve a um especialista.
Esta pele pertenceu à sua avó. É um vison!
Vesti e imediatamente senti o poder de transformação do visual. A peça macia e felpuda de cor castanha tinha a pelagem espessa, brilhante e vistosa. Embora com mais de meio século, mantinha um design atemporal. Envolta na altura dos ombros, proporcionava uma sensação de conforto e proteção. Era a mais perfeita tradução do luxo, o acessório que permitia a metáfora: os diamantes estão para as orelhas, assim como a pele está para o corpo.
Chegou o dia de exibi-la. A noite do casamento estava mesmo fria em São Paulo, coisa rara nos últimos invernos. A festa era de gala, num endereço tradicional da cidade, o Jockey Clube.
Escolhi um vestido de seda preto, me enrolei no vison e me perfumei, afinal, segundo nossa musa:
”Uma mulher sem perfume não tem futuro!”
Mas a última olhada no espelho, em vez de glamour, revelava inquietação:
Eu sabia que o animal havia sido morto numa época em que não existia o risco de extinção da espécie. Tinha certeza de que ninguém iria me hostilizar na festa , pois grande parte das mulheres estaria ostentando a sua estola ou casaco de pele. Possuía o aval da papisa da moda, Anna Wintour, editora da vogue americana, fã incondicional de peles e uma das responsáveis pela “fur mania” atual, um boom que não se via desde os anos 80.
Tinha, portanto, razões de sobra para usar o bicho, mas nenhuma tão contundente quanto a deixada pelo legado de Chanel :
“A moda não é algo presente apenas nas roupas. A moda está no céu, nas ruas, a moda tem a ver com ideias, a forma como vivemos, o que está acontecendo.”
Não poderia ignorar que, se usasse o vison, vestiria a capa da indiferença diante de um mercado cruel e fútil, que não para de crescer. De acordo com a Peta (Pessoas pela Ética no Tratamento de Animais), a indústria da pele mata 50 milhões de animais por ano no mundo. Só na China, a produção atingiu números entre 20 e 25 milhões em 2010, ao passo que no ano 2000, oscilava entre 8 e 10 milhões de peles. A organização beneficente invade desfiles de moda e aterroriza as donas do acessório, jogando baldes de tinta para inutilizar a peça. É uma forma de protestar contra os maltratos dispensados aos bichos, que passam suas vidas confinados em minúsculas gaiolas.
Para a extração da pele, são eletrocutados, asfixiados, envenenados, afogados ou estrangulados. Nem todos morrem imediatamente, alguns são esfolados ainda vivos! Em alguns locais, para que as peles fiquem intactas, corta-se a língua do animal, deixando-o sangrar até morrer.
A voz da consciência soprou mais uma vez ao meu ouvido e ouvi o conselho da mestra das agulhas:
“Elegância é recusar.”
Abri mão da gostosa sensação térmica da pele morta do vison e fui às bodas.
No salão ricamente enfeitado, a fauna mórbida desfilava à minha frente. Era uma profusão de visons, chinchilas, raposas, zibelinas, cabras e cordeiros. Bichos montados, pendurados, entrelaçados em mulheres superproduzidas… e bem agasalhadas.
Toda concessão tem seu preço.
O ar gelado entrava pelas janelas e resfriava até a minha alma, obrigando-me a contorcer os músculos.
Mas toda renúncia, a sua recompensa.
O desconforto em pouco tempo desapareceu, quando me senti envolvida pelo calor dos braços de um certo alguém. Como dizia Gabrielle Coco Chanel:
“Uma mulher precisa de apenas duas coisas na vida: um vestido preto e um homem que a ame”.
*Rosana Jatobá é jornalista, graduada em direito e jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em gestão e tecnologias ambietais da Universidade de São Paulo. O texto acima foi originalmente publicado no blog do Milton Jung.
WWF - Saiba mais sobre eles!
O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações
